quarta-feira, 20 de maio de 2009

Introdução

Arte e Ciência são manifestações naturais do homem. As suas histórias misturam-se e influenciam-se por serem instrumentos que o homem usa para simbolizar e comunicar a sua experiência e existência.
Nesta aula vamos demonstrar esta ideia através do fenómeno da COR como expressão da CIÊNCIA e da ARTE recorrendo à obra de personalidades da História ligadas a esta temática: Isaac Newton e Cesário Verde.

1. Cor e Ciência: conceito físico da cor no trabalho de Newton


A Cor foi estudada pelo homem desde o primórdios da civilização, mas foi Isaac Newton quem, em 1966, efectuou a decomposição da luz branca (luz solar) num conjunto de cores, tal como se observa no arco-íris.
Na realidade, a luz é o conjunto reduzido de ondas do Espectro Electromagnético que possui a capacidade de estimular a retina, provocando uma sensação luminosa a que chamamos de luz.
A cor branca resulta da percepção simultânea de todas as cores, enquanto que o preto resulta da absorção total das cores pelo objecto, que não sendo reflectidas não impressionam a nossa retina.
A Cor é uma realidade sensorial e envolve três elementos: a origem da luz, o objecto e o observador. A Física explica que a luz só é cor quando passa através da estrutura visual e é interpretada pelo cérebro. Assim, cor não é matéria, mas sensação.
Podemos recriar todas as cores usando apenas o vermelho, o verde e o azul - sistema RGB - utilizado nos sistemas electrónicos.

2. Cor e Poesia: expressão lírica da cor na obra de Cesário Verde

Atente no poema “De Tarde” (1887) de Cesário Verde (1855-1886) em suporte hipermédia (Luís Pereira e Rui Pereira, 2008).
O poema é um bom exemplo de pintura literária e rítmica, uma marca da obra deste poeta português.
Como os pintores impressionistas, Cesário revela-nos a forma como observa o mundo e o que esse mundo oferece aos nossos sentidos através da forma das coisas, do som e da COR.
Onde está a cor na obra de Cesário Verde? Qual o seu valor e dimensão?
Voltamos ao poema.
O espaço é um ambiente campestre cheio de colorido e que Cesário descreve com uma linguagem também colorida.
Como uma “aguarela” impressionista, as palavras descrevem o “piquenique de burguesas” (clara referência à obra impressionista de Manet, "Le Dejeuner sur L'Herbe", 1863) apelando às sensações visuais:
  • “granzoal azul
  • “ramalhete rubro de papoulas”
  • “tudo púrpuro a sair da renda”
Há neste poema uma intensa relação das cores com os nossos sentimentos porque elas têm uma dimensão psicológica que envolve as nossas experiências pessoais.

3. Exercício prático: a cor como elemento de comunicação





A partir das informações e dos exemplos apresentados, investigue e faça um pequeno texto de reflexão sobre um exemplo à sua escolha que envolva a cor como elemento de comunicação (deixe o comentário no blogue ou use o VoiceThread).